No editorial da Dragões, André Villas-Boas não poupou críticas ao que considera ser um mês de dezembro desequilibrado e injusto para o FC Porto. Para o presidente, existe uma forma de gerir o futebol português onde “o mesmo clube é sempre o prejudicado”, enquanto Sporting e Benfica, diz ele, tiram partido de “alianças que se mostram sem qualquer vergonha”.
AVB dedicou particular atenção à sequência de jogos imposta aos dragões: segunda-feira, 15 de dezembro, depois quinta-feira, 18, para a Taça, e nova partida na segunda-feira, 22. Para o líder portista, este encadeamento é absurdo. Em contrapartida, aponta o calendário do Sporting, que segundo ele conseguiu convencer a estrutura a conceder-lhe mais dias de descanso antes e depois dos compromissos. Lembrou ainda o episódio da marcação do jogo em Arouca, usando a ironia para concluir: “Ainda havemos de ver o dérbi de Lisboa acabar com três pontos para cada lado.”
No que toca ao desempenho da equipa, Villas-Boas não esconde o orgulho: destaca a dedicação e resiliência dos jogadores, a série de vitórias em novembro e o foco absoluto no que vem aí. Sublinha que o FC Porto só consegue competir porque o esforço tem sido “inexcedível”.
Falou também das conversações com a FPF e o Conselho de Arbitragem, insistindo que é urgente uniformizar critérios, profissionalizar o setor, escolher árbitros com lógica e garantir que o VAR é usado de forma correta. Para AVB, não se pode continuar a mascarar o que são “fragilidades evidentes” da arbitragem nacional.
Antes de terminar, deixou um último recado aos comentadores que, segundo ele, ignoram estes problemas e preferem “manipular a opinião pública” através de análises enviesadas
