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O FC Porto apresentou uma participação disciplinar contra Frederico Varandas, presidente do Sporting, devido às declarações feitas no dia 23 de dezembro, após a vitória dos leões frente ao Vitória de Guimarães. A queixa foi formalizada junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.
As palavras do dirigente leonino estiveram no centro da controvérsia. Varandas explicou que a sua intervenção pública teve como objetivo proteger o nome do Sporting, afirmando que o clube mantém sempre a mesma postura, reconhecendo erros quando acontecem, mas sem abdicar da defesa dos seus princípios. “Sou obrigado a vir defender o Sporting”, afirmou, garantindo que continuará a fazê-lo sempre que considerar necessário.
O presidente sportinguista abordou também o histórico da arbitragem em Portugal, defendendo que durante décadas esta esteve longe de ser independente. Na sua opinião, FC Porto e Benfica exerceram influência significativa, com erros a ocorrerem de forma reiterada e desequilibrada, muito para além do que seria aceitável num contexto normal.
Varandas recusou ainda a ideia de que o atual momento do futebol português seja o mais problemático, lembrando práticas do passado que considerou verdadeiramente insustentáveis. Referiu décadas marcadas por casos como “fruta”, escutas telefónicas, reuniões para definir dirigentes do futebol e alegadas manipulações de resultados.
Na mesma ocasião, Frederico Varandas acusou uma obsessão constante contra o Sporting e deixou críticas dirigidas ao Benfica, recorrendo à ironia para comentar episódios recentes. Caberá agora ao Conselho de Disciplina da FPF analisar o processo e decidir, nos próximos dias, se o presidente do Sporting enfrentará alguma sanção disciplinar.
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